O Blog Virando Amor fez uma resenha sobre minha obra “O Silêncio dos Livros”.

Título: O Silêncio dos Livros // Autor(a): Fausto Panicacci // Editora: Pandorga // Páginas: 148 // Gênero: drama, distopia, ficção científica
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SINOPSE: TER LIVROS É CRIME. DENUNCIE. Numa época em que os livros são proibidos, o misterioso Santiago Pena acaba de chegar a Portugal, onde conhecerá Alice, menina desprezada pelos pais. O encontro de um antigo caderno trará questões intrigantes. Que relação haveria entre um jovem acusado de crime que alega não ter cometido, suntuosos projetos arquitetônicos e a descoberta de uma biblioteca abandonada? O Silêncio dos livros é uma declaração de amor à Literatura. Romance para ser saboreado não só pelo enredo recheado de tensões e suspense, mas também pelos detalhes de construção, insere-se na melhor tradição da cultura ocidental, com sutis menções a livros, poemas e vinhos, a mitos clássicos e folclore, a obras de arte e teorias científicas, além de enveredar por grandes discussões da contemporaneidade, como privacidade, identidade, genética, direito ao esquecimento. Manejando uma linguagem precisa e poética, o autor cria metáforas surpreendentes, explora recursos estilísticos e sabe convidar o leitor a desvendar sentidos apenas sugeridos.

No futuro, livros são proibidos. As pessoas são obrigadas a denunciar. Nisso, conhecemos Alice, em Portugal, que ainda mantém um livro, com a dedicatória da vó e tudo. Mas a mãe descobre o esconderijo do livro e destrói ele na frente da menina.

Ninguém tem muita paciência com a menina, os pais ficam ocupados demais com suas tecnologias enquanto tudo que a menina quer é alguém pra lhe contar histórias. Por isso ela sente muita falta do tio e da avó, que contavam muitas histórias pra ela. Mas isso muda quando Santiago, um homem solitário, muda pra casa ao lado de Alice.

& #8220; It was one of those periods of history so tragically grown up that the absurd is only visible to the eyes of childhood. & #8221;

Santiago é a favor da volta dos livros, e num jantar na casa da família de Alice, eles explicam porquê são contra. Ninguém tem tempo de ler livros, é muito mais “democrático” ser algo que todos podem alterar em vez de ficar preso na visão do autor do livro. E foi nessa parte (logo no início) que o livro me conquistou. É um livro que homenageia todos os livros, e faz críticas à nossa sociedade atual, que não lê, que não enxerga a importância dos livros.

“A Literatura fornece-nos muitas chaves para compreensão da vida; basta apanhá-las e abrir as portas.”

Também acompanhamos Hilário de Pena, no Brasil, em meio a uma investigação criminal. Ele foi acusado de matar uma pessoa, mas diz que estava apenas defendendo os amigos. Uma das coisas favoráveis a ele é que ele não tem o gene violento, algo que o Governo brasileiro copiou de outros governos estrangeiros pra determinar casos de violência e dependendo do caso, pode ser levado a pena de morte. Mas como ele não tem o gene, o governo terá que repensar o tal estudo.

“Talvez as coisas tivessem de ir embora, mesmo sendo isso triste, para que outras pudessem vir.”

As duas tramas se unem de uma forma inesperada e cria história simplesmente genial. Tem referências a Fahrenheit 451 com a queima de livros, conhecemos também um contrabandista de livros, que leva livros do Brasil – um dos poucos países que não proibiu os livros impressos, por incrível que pareça – à Portugal, que nos remete à Menina que Roubava Livros, isso tudo com uma essência própria.

 

“Devemos resistir a tudo que nos desumaniza, e a eliminação de boas e velhas histórias, dos livros, é receita certa para a desumanização.”

O livro é muito bem escrito, e você já fica curioso só pela premissa, mas ele te prende e traz metáforas inteligentes. Mostra como a leitura é capaz de mudar uma vida. Com certeza virou uma das melhores leituras do ano! E apesar dos tempos sombrios que vivemos, é sempre bom ler algo que nos faça refletir, e esse livro com certeza vai ter esse efeito em você. Recomendo esse livro que homenageia todos os livros!

“Sabe, alguns dizem que o homem é fruto do meio; outros, que é produto dos genes; talvez há um pouco disso tudo; mas penso que, fundamentalmente, é fruto dos livros que lê; ou nestes tristes tempos, dos que não lê.”

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