Este livro foi uma surpresa, pois é uma leitura surpreendente de todas as maneiras. Com um final que não estava esperando.

TER LIVROS É CRIME. DENUNCIE.

Em três partes o livro vai contar a história de Hilário e seu amor pelos livros e da menina Alice que ama ouvir histórias em uma época que os livros não existem mais.

Hilário é acusado de um crime que diz não ter cometido e por não ser um portador do gene-C é condenado a ficar na prisão. Depois de um tempo na prisão ele vai conhecer António, um português que vai dividi carceragem com ele. E nasce uma linda amizade onde eles passam a tomar conta da biblioteca da cadeia e é onde nasce o amor de Hilário pelos livros. E é através dos livros que ele pode sair daquela sela solitária em que vive.

Na outra parte do livro temos a menina Alice, uma criança doce, fofa e com uma família que a despreza descaradamente. Ela se apegar ao novo vizinho, o misterioso Santiago Pena que acaba de chegar a Portugal. Não só a menina vai criar laços com o estrangeiro, mas sua família também.

O livro indaga qual seria o destino de uma sociedade que, fascinada pelos avanços tecnológicos, abolisse os livros. Quando as partes de juntam o livro fica tenso de modo que não vai fazer você larga o livro pela curiosidade de saber onde essa história vai parar e o que vai acontecer com essas amizades.

Um livro que merece ser lido por todos aqueles que amam ler já que destaca bastante o amor pelos livros que a gente se identifica e tem algumas referências literárias. Recomendo, por mais que o final não tenha me agradado totalmente, eu gostei bastante. Consegui me emocionar e me fazer refletir sobre várias coisas da nossa atualidade.

“Palavras nunca são só palavras. Há vários níveis de leitura, e o que há de mais importante estará sempre nas camadas profundas.”

Frase de um dos diálogos mais lindos que já li até hoje.

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